
DIA DA DEMOCRACIA
Após 39 anos do fim da ditadura militar no Brasil, o país, assim como todo o mundo, ainda se vê atento contra a ascensão da extrema-direita e de regimes autoritários que atacam a democracia.
O golpe militar de 1964 teve seu ápice de autoritarismo com a instauração do Ato Institucional Número 5 (AI-5). O decreto, promulgado em 13 de dezembro de 1968, representou grave retrocesso democrático para o Brasil. Esse instrumento de repressão é marcado por violações dos direitos humanos, censura artística e política, prisões arbitrárias e torturas – como a morte pela ditadura do jornalista Vladimir Herzog nesta mesma data em 1975, tornando-se mártir e símbolo da luta pela democracia. Em suma, total negação dos direitos democráticos e direitos humanos.
Mesmo com a redemocratização do país após o período da ditadura, o Brasil viveu recentemente ataques à democracia. Bolsonaristas radicais, golpistas e criminosos invadiram e depredaram no dia 8 de janeiro o Congresso Nacional, o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Palácio do Planalto, sede da Presidência da República, em Brasília. Os terroristas quebraram vidraças e móveis, vandalizaram obras de arte e objetos históricos, invadiram gabinetes de autoridades, rasgaram documentos e roubaram armas, como descreve matéria do G1. Sem precedentes na história do país.
No mundo também há o retorno de discursos anti-imigração, culto da violência, xenofóbicos e racistas veiculadas por figuras como Donald Trump e na Europa com o partido Alternativa pela Alemanha – de extrema-direita-, por exemplo. Além do discurso de ódio, os valores autoritários ameaçam as instituições democráticas dos respectivos países e atacam as minorias.
Por isso, reforçamos nossos princípios democráticos diante do avanço da extrema-direita, do autoritarismo e dos ataques à democracia no Brasil e no mundo. Celebramos a data com luta por uma sociedade plural e democrática.